Iniciativa da 3e Soluções em Porto de Moz (PA) envolveu mão de obra local e levou materiais reaproveitados para diferentes projetos comunitários
Em meio à expansão de soluções para levar energia a comunidades da Amazônia, surgiu um desafio: o que fazer com os materiais retirados dos sistemas durante as etapas de modernização? Em Porto de Moz, no Pará, a 3e Soluções encontrou uma resposta a partir da economia circular. A empresa desenvolveu uma alternativa para reaproveitar caixas-abrigo de fibra de vidro substituídas em Sistemas de Geração e Armazenamento de Energia com Fontes Intermitentes (SIGFIs), transformando o material em insumo para novas construções na própria região.
O projeto resultou na produção de mais de 50 mil tijolos ecológicos, destinados a obras sociais em Porto de Moz e comunidades próximas. Entre elas está a reforma do antigo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) da comunidade Beata, inaugurado na última quinta-feira (8). Os materiais também foram utilizados na construção da nova sede da Cooperativa dos Produtores Agroextrativistas do Médio Rio Jaurucu (COOPAMJ) e na implantação de um centro comunitário em Itapeua, na Reserva Extrativista Verde Para Sempre.
A iniciativa foi desenvolvida pela 3e Soluções em parceria com a Prefeitura de Porto de Moz, a construtora HC da Costa e a COOPAMJ. A empresa adquiriu os equipamentos e insumos para a produção, a construtora disponibilizou o espaço e a cooperativa foi contratada para executar o trabalho, com participação de mão de obra local.
De resíduo a solução
A transformação da fibra de vidro em material para construção foi resultado de um processo de busca por alternativas de reaproveitamento. Antes de chegar aos tijolos, a 3e Soluções avaliou a possibilidade de incorporar a fibra à madeira plástica para a fabricação de mobiliário urbano. Foram produzidos três conjuntos de bancos e mesas como protótipos, mas o aproveitamento do material mostrou-se limitado para essa finalidade.
A partir dessa experiência, a empresa passou a estudar outra aplicação para a fibra de vidro e desenvolveu a solução dos tijolos ecológicos.
O projeto não se limitou às caixas de fibra de vidro. Ripas de madeira retiradas das estruturas antigas dos SIGFIs também foram destinadas ao reuso pelas comunidades, sendo utilizadas na recuperação de passarelas e outras estruturas de acesso.
Para Ana Maria Velho, gestora de Sustentabilidade da 3e Soluções, a experiência mostra como a busca por novas aplicações para materiais descartados pode gerar soluções ambientais e sociais dentro dos próprios territórios onde a empresa atua. “Nosso projeto-piloto demonstra como soluções de economia circular podem ir além da destinação correta de resíduos, tornando-se fonte de inovação, eficiência e impacto positivo para as comunidades atendidas”, afirma.
Para além da iniciativa em Porto de Moz, a 3e Soluções atua na execução do programa federal Luz para Todos, com a instalação de SIGFIs em comunidades remotas e isoladas da Amazônia Legal. Desde 2022, foram mais de 10 mil instalações de SIGFIs na região, além do comissionamento de mais de 7 mil sistemas isolados no Pará e de mais de 10 mil visitas preventivas de operação e manutenção.
Foco na Economia Circular
A iniciativa faz parte de uma ampla estratégia da 3e Soluções para incorporar a economia circular à atuação da empresa. Segundo dados de 2025 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), seis em cada dez indústrias brasileiras adotam práticas de economia circular, que incluem a recuperação e a reinserção de materiais no ciclo produtivo.
Desde junho deste ano, a 3e Soluções integra o Movimento Conexão Circular, iniciativa do Pacto Global da ONU no Brasil voltada à promoção da economia circular. Com a adesão, a empresa se comprometeu a reduzir a geração de resíduos sólidos e valorizar, no mínimo, 40% dos rejeitos até 2030 em seus escritórios.
A companhia também é signatária do Pacto Global da ONU desde 2018 e participa da iniciativa Ambição 2030, que reúne empresas em torno de compromissos relacionados ao meio ambiente, à anticorrupção, aos direitos humanos e ao trabalho.
Texto: AD2M Comunicação